sábado, 8 de julho de 2017

De que tens medo?

A tua história não se iniciou neste tempo.Já vêem de muito longe os teus pergaminhos; a tua bíblia está oculta ainda, para que não te descubras. O sangue que te corre nas veias não é teu, não estás aqui, apenas estás cá. Mas de uma maneira ou de outra serves alguém, porque és serva de ti própria. Não tens nos músculos a força da explosão, não feres com violência, mas destróis, arranhas fundo e dóis.
Teces a tua teia lentamente, pensas e acreditas na maquinação do teu cérebro, mas falhas...

Não és humana porque estás impingida de crenças, hábitos e gostos, construídos por alguma engrenagem ambiciosa, demasiado evoluída para ter hipótese de conseguir aqui e agora algo.

Também não vales de nada porque te movimentas com muita lentidão por entre as feras. As tuas armas são apenas a indigestão que vais provocando nos cérebros atrofiados dos palermas que enganas.O teu castelo têm portas muito frágeis, mas tu no teu trono só pensas reinar, julgas não ter inimigos porque na tua guerra não existem armas. Mas então tens escudos para quê?

De que tens medo se dominas o teu harém, nada te falta e não tens ambição?Porque te confundes com o vento se és mais pesada? Porque te elevas nos balões se é cá à terra que pertences?

As ovações que recebes não são aplausos, são simples folhas secas a partirem-se debaixo dos meus pés, enquanto procurava descansar à sombra da tua árvore.Mas a tua serpente não me avisou que não comesse o teu fruto, Foi pena.



                                                                                A ti ,com todo o meu respeito

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